segunda-feira, 20 de julho de 2020

Vem aí: "A Saga do Cotoco"


Olá pessoal!
Percorrendo meus arquivos encontrei esse conto entitulado "A Saga do Cotoco", que contarei em 4 capítulos diários.
Não estranhe a escrita, a qual, poderia conter "trocas de mensagens" ou "twittar". Só que não!
Por outro lado, talvez haja um politicamente incorreto embutido, pois, o texto é de meados de 2008, onde ainda era permissível fazer piada de tudo.
Mas o intuito aqui é apenas divertir e compartilhar esse achado.
Será que você vai gostar?
Se curtirem, compartilhe com os amigos e se inscrevam para receber em primeira mão os capítulos, assim que forem publicados.

Quero um feedback ao final. Dê sua opinião.
Aguarde: amanhã o primeiro capítulo!

sábado, 18 de julho de 2020

Semana do Rock nas Alturas

Finalizando esta semana do Rock nas Alturas com um primor de música e belas imagens tiradas dos pássaros, na cidade de Urubi/SC -, referência ao título "Little Wing (Pequenas Asas)", do guitarrista e compositor Jimi Hendrix e aqui interpretado por duas vertentes: uma na versão instrumental com 
Stevie Ray Vaughan & Double Trouble e a outra com a
 banda Skid Row. 
Ponha o som nas alturas e curta!


domingo, 5 de julho de 2020

Uma Pedalada, Um Flash



Tarde de autógrafos em Urubici - Um giro numa tarde fria de inverno pelos arredores da cidade me proporcionou belas imagens do pôr do sol. Música de fundo Desert Of Our do Love do grupo irlandês U2 para acompanhar. Realmente é muito amor...

sábado, 20 de junho de 2020

Um de Nós

Coletânea musicada dos posts diários na Semana da Fé. Com dois inéditos, um relativo ao momento vivido pandêmico pontuando o distanciamento social.



terça-feira, 12 de maio de 2020

Minha Mãe, minha vida!


Esse distanciamento social por causa da pandemia anda mexendo com
o sentimento de muita gente.

No meu caso ocorreu no Dia das Mães.
Em outras épocas, não passaria em branco - claro que não -, mas, talvez,
na mesmice de sempre, no automático.


Primeiramente vou situar onde vivo. A cidade aqui, na serra catarinense,
possui pouco mais de 10 mil habitantes. Pelos últimos boletins que
acompanhei 
de mortos pela Covid-19, seria mais ou menos a mesma quantidade. 

Em tese - uma cidade dizimada.
Cidadezinha não! Há quem diga que é uma cidade relativamente pequena. Então, 10 mil mortos no Brasil seria um número insignificante? A não ser que dentre estes 10 mil, haja um parente bem próximo de quem tem desconsiderado os números.

Segundo domingo de maio, então, achei oportuno ir até
o caixa eletrônico fazer um depósito.

Quem literalmente #ficaemcasa não sabe se o povo realmente está ou não cumprindo o isolamento.
Aproveitei para observar.


De início pensei estar circulando numa cidade fantasma,
Ruas desertas

por encontrar a avenida principal um tanto vazia. Aos poucos - ou melhor -, 

aos montes, fui me deparando com uma variedade de carros de diferentes cidades e com alguns comércios abertos num entra e sai de clientela. Percorri mais de 2 quilômetros de bike, o que ampliou o leque de situações. Pessoas sem a utilização de máscara circulando despreocupadamente. Não seria nenhuma surpresa saber que famílias se reuniriam para celebrarem suas mães. Portanto, constatei pessoas aglomeradas bebendo e dançando. 

Por fim, na esquina em frente ao posto de combustíveis, o boteco estava lotado, gente dentro bebendo e conversando, sendo que do lado de fora não era diferente.

Onde entra a mãe nessa? 

Uma das primeiras coisas que faço ao acordar é encaminhar mensagem de "Bom dia" a algumas pessoas mais próximas. Tenho por hábito escolher mensagem que faça algum sentido, outras eu mesmo as escrevo (não quer dizer que são sem sentido), foto, texto, tudo tem que fazer sentido,

e eu, sentir e acreditar naquelas palavras! 

E quero que faça sentido para alguém que vá receber.

Bom, e hoje, Dia das Mães!? Acordei sem sentir.
Sem vontade de cumprimentar, mesmo que no automático, as diversas mães queridas alheias.

Contudo, havia uma mensagem que não falava de  mãe, porém, de diamante e perda. Caiu como uma luva.
Para àquele que não sabe, perdi minha mãe há algum tempo. E há poucos, o que seria uma segunda mãe.
Então, encaminhei esta mensagem com um texto escrito por mim embaixo.
 Sem o tal 
"Feliz Dia das Mães"...


Pairava no meu pensamento a luta que se travaria no decorrer do dia por filhos sem poderem visitar suas mães. De outro lado, filhos inconsequentes indo visitar suas progenitoras.
E, filhos sem mães para celebrar.

 Memórias isoladas numa gaveta lá no cérebro enferrujado insistiram em saltar para fora e me coroar com flashes de boas lembranças.
A aparência foi a primeira a se destacar.
 Não era por menos. Minha mãe era vaidosa demais. 
Lindamente vaidosa. Do tipo que já levantava da cama maquiada.

A alegria e o sorriso sincero era outro atrativo nela.
Isso, colei e copie.
Um sorriso não apenas embeleza a face, mas alegra um 
ambiente.
Contagia pessoas.
Espanta a tristeza.
Facilita o enfrentamento das amarguras. 
Eleva a alma a um patamar mais alto.

Master chef na cozinha, sua especialidade era os doces. Não foi à toa que me tornei um formigão. Abóbora com coco, hummm!!!,  pudim de pão dormido, ambrosia, biscoitos de polvilho - que eu ajudava na produção -, mantegal (nossa), só para citar alguns. 
O salgado não era seu forte, nem o meu. Dentre outras coisas eu adorava seus peixes. Mas sua torta, bastante recheada, era de dar água na boca.

Apreciava frutas de todas as espécies. Sua fruteira era composta das de época e as que ela encontrava sem ser
a época. Uma passarinha frutífera.

Pena que ficou presa e perdeu parte de sua vida por um grande período. Sua prisão era a gaiola do amor. No caso, meu pai.
De asas cortadas e psicologicamente prejudicada
 ela se ergueu como a uma fênix e foi a luta.
Batalhadora - me serviu de exemplo. Gratidão!

Sua ira, essa não perdia nada para as mães da minha época. Parece piada, mas acho que ela possuía chinelos com GPS. Suas arremessadas quase sempre eram certeiras.
Vassouras voadoras - Mamis não fazia uso 
de vassoura como transporte, mas muitas vezes vi elas passarem voando. rsrs

IMAGINEI a possibilidade de celebrarmos esse dia junto dela, caso estive viva.
E qual seria o banquete que minha joia rara iria preparar?

Não consegui definir.
Mas tenho certeza que iria agradar a todos. 



Conclui que não tenho motivo para me queixar do isolamento social. Ele ressuscitou boas recordações que há muito tempo

não tocava nelas. 

Eu e minha mãe, Maria de Lourdes, meu tesouro guardado
Que alegria!
Mais um motivo para dar valor ao meu diamante perdido.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Meu amigo virtual não virtual

Acabei de descobri que você é meu único amigo real nas redes sociais. Você é àquele amigo que não trocamos apenas fotos, vídeos e mensagens de correntes. Vez ou outra trocamos informações simples do nosso dia a dia. Sobre trabalho, família, relacionamento, doenças, essas coisas. Sei o teu nome completo e a data do aniversário sem precisar recorrer a rede. Só não dá para decorar o celular. Sempre mudando de número. Prefiro nem memorizar. Preguiça também, sabe né?
Mas nem por isso deixamos de nos falar. Dias atrás ficamos um tempão nos falando, lembra? Nem vimos a hora passar.
E quando nos visitamos. Aí que o papo flui. A despedida dura mais de uma hora. Foi sempre assim. E nem terminamos de falar tudo que queremos. Haja assunto, pqp!
Ops! Lembrei que tenho uma reunião online e como estou na rede, na correria e muito preocupado com minhas coisas vou encerrando por aqui. Mas vamos nos falando (tc)...


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O Resgate de Um Cão

Situações de salvamentos de animais abandonados pelo mundo são relatados a todos os momentos, sendo, alguns bem comuns, outros inusitados. Há os com finais felizes, outros nem tanto. Para não ficar de fora dessa estatística, vou relatar o meu.

Mas primeiramente, vou apresentar o Fred.

🐶
Fred,3 anos, raça canina não definida, cor caramelo, temperamento alegre e de reações assustadas (devido a possíveis maus-tratos, quando filhote). 

Foi encontrado abandonado junto aos três irmãos numa pequena estrada de terra em região de chácaras.

🐶
As raças caninas em geral, independentemente de qual seja, têm habilidades multifuncionais, dentre elas: o poder sensitivo.

Fred, não seria diferente. Foi numa dessas habilidades que provou ser "o verdadeiro amigo do homem" (velho clichê atual).

🐺🐺🐺

Estudos mostram que os cães, em sua total intelectualidade, estão sempre ligados às movimentações que acontecem a sua volta, tanto dos humanos como de outros pets da sua espécie, além de tomarem para si, sentimentos de seus tutores ou pessoas muito próximas.

🐺🐺🐺

Por causa desse elo -- de amizades e sentimentos -- os cães conseguem nos desvendar com tanta facilidade! Seriam os caninos, intuitivos ou possuidores do chamado sexto sentido?
🐺🐺🐺
O que ocorreu comigo comprova que eles são extremamente sensíveis (ou seria sensitivos?). 
Em uma tarde comum de um sábado,  Fred provou que ele realmente é especial. 
De tão comportado que ele é, seu "descomportamento" alterado de desobediência (que costumamos dizer ser  pirraça), urinando no quarto do meu cunhado, na área de serviço em grande quantidade e em linha reta pelo meio do cômodo chamou-me a atenção. Meus sentidos -- não tão apurados -- mas, atentos fez com que eu observasse-o melhor.
Percebi que sua atitude, típico da reação de um cachorro que pressente que algo de anormal está por acontecer.
👳‍♂️👳‍♂️👳‍♂️

Bom, neste dia a família está tranquila. Uns se preparavam para sair, outros acabara de chegar. Eu particularmente estava sossegado. Havia saído para almoçar, caminhei bastante pelo centro do bairro e fui ao shopping.
Levei meu aparelho de pressão com intuito de emprestar para minha sogra. Ele estava há 1 ano encostado (com as pilhas dentro). Resultado: apresentava falhas, mas, possível de identificar se as pressões estavam normais ou alteradas. 
Passei a medir a pressão de todos ali presentes. Só a minha apresentava alteração constante. Fiquei intrigado porém, não sentia exatamente nada, nem ao menos um mínimo desconforto na cabeça. 
Depois do banho, nova medição. Fomos na farmácia para conferir se realmente havia algo errado. Constatei que estava alta. Corremos para o serviço de saúde (PS). Primeira medição bateu nos 20. A oficial: 19x14. 
Medicado e normalizado, voltamos tranquilos para casa.
Bom, como podem ver, foi mais pelo tal comportamento "pirracento" do cão, que me vez perceber que algo estaria errado.

E assim foi o resgate do cão. Simples e silencioso. 
Fiquei - e sou muito muito grato ao Fred.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Eu, Caminhoneiro


Nasci do pó, da poeira me criei. 
Um pouco terra, um pouco pixe.
Pelas estradas caminhei, caminhoneiro me tornei.
Pelos quatros e outros tantos cantos do país, passei.
Algumas cidades visitei, noutras, me deitei.
Muitas, nem sei, me entediei.

Cargas - pesei, conferi, registrei. 

Por elas competi, refleti, dispensei.
Esperei... Esperei... Esperei...
E como esperei.

Não se vai de um extremo a outro para simplesmente me contentar com o que transportei.
Regressar + transportar + equilibrar as contas = recompensar. Exaltei.

DESTINO.
“Destino por que fazes assim // Tenha pena de mim // Veja bem, não mereço sofrer // Eu quero apenas um dia poder viver // Num mar de felicidades” // (...) Viverei.
(Insensato Destino - Chiquinho Vírgula, Acyr Marques e Maurício Lins)

Destino ou não, vou trafegando por estradas afora, jamais me separei.

Nascido numa época qualquer, numa cidade qualquer, num estado qualquer, que, em um momento qualquer voltarei.
De origem pobre e humilde, minha família me presenteou com a tradição ancestral, onde: que, todo o respeito é pouco; ensino educacional também foi pouco; trabalhar é tudo. E muito. Na bagagem: a roça de sol a pino; ou, o caminhão como herança.
Se forem "todas" essas opções, optei.

Aprendi a cozinhar, a saber as necessidades de minha mala. 
E as desnecessidades. O que me convém só eu sei.

Família constituí. 
Na fé me converti. Um santo, São Cristóvão, escolhi.
Sem acordar as crianças, com um beijo na testa, me despedi.
Sem data planejada para retornar, com aperto no peito me despeço da patroa em plena madrugada. Parti.

Semanas na estrada, a rotina é trocada como num beijo no asfalto a cada buraco novo. Beijei.
Normal é: compartilhar a mesa; dividir a mesma 
TV – e só mudar o canal com a concordância dos demais; banheiro comunitário e por aí vai... 
Apesar de todas estas multidões, a solidão encarei.

“Só ando sozinho e no meu caminho o tempo é cada vez menor.” 
(As Curvas da Estrada de Santos - Roberto Carlos/Erasmo Carlos).

Caminhoneiro não é tudo igual. 
Meus manos; meus companheiros; meus pares.
Cada qual com sua particularidade. Há dentre cada: dignidade; honestidade; personalidade.

Há uma infinidade de diferenças. 
Os solteiros, os casados, os desgarrados.
Têm os comprometidos, os desleixados, os renegados.
Os bem-amados, os desencanados, os maltratados.
Os solitários, os extravasados, os infiltrados.

Será que é pedir demais?

Não tenho a pretensão de requerer tamanha caridade. 
Eis o que Reivindiquei:
*Menor custo no diesel (Cide/Confins) - Economizei.
*Variação mensal - Duvidei.
*Isenção de eixo - Suspendi.
*Cota na Conab (autônomos) - Respeitei.
*Tabela mínima de fretes - Fretei.

Eu, caminhoneiro, o que mais quero neste momento 
é voltar para casa.
VOLTEI!


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Tudo Muda


Há 3 anos eu e a Sandroca  decidimos que iriamos mudar nosso modo de viajar. Depois de conhecermos um grupo de trilheiros no Paraná, passamos a curtir mais do que só ir, ver e sentir. Quisemos, então, explorar, buscar, saber, descobrir. Depois de um pequeno treino a dois em nossa região, São Paulo, concluímos que iríamos além. Seria uma experiência e tanto. E foi. Faltou a verdadeira noção que, "não estávamos preparados para tudo". Foi a primeira aula prática, junto veio a descoberta do que é superação.
A segunda é que a amizade e o companheirismo são energia constante nos momentos difíceis.
Três anos se passaram. Provavelmente a Trilha de Salkantay já tenha se modificado muito. Seus caminhantes que por ali passam já não são os mesmos, também mudaram. Os governantes mudaram. As economias mudaram. O mundo mudou. Nós também mudamos. Inclusive nosso estilo de viajar mudou. As saudades mudam, constantemente, de um jeito bom. Se eu voltar a te vê, não es estranho que tenha mudado também.

https://vimeo.com/239737752