domingo, 4 de outubro de 2020

Nem Toda Cascavel Te Leva Para o Inferno

Qual seria sua reação ao ver algo no formato de uma cobra saindo do mato em uma rua tranquila e no início da noite? No mínimo é tomar um susto, ou um baita susto.
Pode até ser um pedaço de pano comprido qualquer, somado ao fator surpresa e a baixa iluminação de luz mercúrio da época -, confundi qualquer tico e teco cerebral.

Agora imagine você numa bike em velocidade rápida em um acostamento de via de mão dupla e, de repente, se deparar com uma cobra verde de verdade. 
De caso (impensado) seria se jogar na pista sem ao menos saber se logo atrás vem um carro ou caminhão, nénão!!?
Mas não foi nada disso que aconteceu. Não me joguei embaixo de veículos algum, até porquê, senão não estaria contando esta história.
Da teoria para a prática, deu tempo de freiar diminuindo a velocidade, olhar no retrovisor, passar para o meio da pista, e, contornar a serpente ameaçadora. #SQN. Parei mais à frente para observá-la, e como não podia deixar passar em branco, registrar o fato. 
Detalhe: a cobra se encontrava morta.
Ah sim! Isso me fez lembrar do episódio inicial da narrativa deste texto.

Na minha infantilidade de criança, jamais passaria pela minha cabeça que alguém pudesse se assustar e ter um troço e desmaiar pelo susto. Como também não imaginava que aquela linha amarrada no pedaço de pano cuja trajetória terminaria atrás de uma coluna, onde eu e algum cúmplice nos escondíamos, justamente na minha casa - revelaria os autores daquela "pegadinha". Para nós, era apenas uma brincadeira. 
Dona Celi, após se recompor do susto, surpreendentemente atravessou a rua e aos berros xingou e a falou coisas indecifráveis #@#/¥₩###. Ríamos muito, até o momento em que escutei: "vou falar para a tua mãe!". 
Do êxtase das risadinhas ao tremor e a paralisia foi quase que de imediato.
Passei a enxergar aquela vizinha de olhos verdes e cabelos claros encaracolados, tal qual uma serpente. Apesar que até hoje nunca ter visto uma cobra de cabelos encaracolados...
Resumindo: os laços vizinhianos se estreitaram. Posteriormente, namorei a serpentina, filha da dona serpente.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Outubro Rosa

Entramos no mês Rosa, onde anualmente reforçamos lembrar da importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
 Também é o mês do nascimento do grande compositor e cantor Belchior. Então, para celebrar ambos os acontecimento, selecionei algumas frases das músicas do canto e poeta louco. Para os fás, haverá mais histórias e músicas nas redes sociais. https://www.facebook.com/caminhosdomarcelo

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Vem aí: "A Saga do Cotoco"


Olá pessoal!
Percorrendo meus arquivos encontrei esse conto entitulado "A Saga do Cotoco", que contarei em 4 capítulos diários.
Não estranhe a escrita, a qual, poderia conter "trocas de mensagens" ou "twittar". Só que não!
Por outro lado, talvez haja um politicamente incorreto embutido, pois, o texto é de meados de 2008, onde ainda era permissível fazer piada de tudo.
Mas o intuito aqui é apenas divertir e compartilhar esse achado.
Será que você vai gostar?
Se curtirem, compartilhe com os amigos e se inscrevam para receber em primeira mão os capítulos, assim que forem publicados.

Quero um feedback ao final. Dê sua opinião.
Aguarde: amanhã o primeiro capítulo!

sábado, 18 de julho de 2020

Semana do Rock nas Alturas

Finalizando esta semana do Rock nas Alturas com um primor de música e belas imagens tiradas dos pássaros, na cidade de Urubi/SC -, referência ao título "Little Wing (Pequenas Asas)", do guitarrista e compositor Jimi Hendrix e aqui interpretado por duas vertentes: uma na versão instrumental com 
Stevie Ray Vaughan & Double Trouble e a outra com a
 banda Skid Row. 
Ponha o som nas alturas e curta!


domingo, 5 de julho de 2020

Uma Pedalada, Um Flash



Tarde de autógrafos em Urubici - Um giro numa tarde fria de inverno pelos arredores da cidade me proporcionou belas imagens do pôr do sol. Música de fundo Desert Of Our do Love do grupo irlandês U2 para acompanhar. Realmente é muito amor...

sábado, 20 de junho de 2020

Um de Nós

Coletânea musicada dos posts diários na Semana da Fé. Com dois inéditos, um relativo ao momento vivido pandêmico pontuando o distanciamento social.



terça-feira, 12 de maio de 2020

Minha Mãe, minha vida!


Esse distanciamento social por causa da pandemia anda mexendo com
o sentimento de muita gente.

No meu caso ocorreu no Dia das Mães.
Em outras épocas, não passaria em branco - claro que não -, mas, talvez,
na mesmice de sempre, no automático.


Primeiramente vou situar onde vivo. A cidade aqui, na serra catarinense,
possui pouco mais de 10 mil habitantes. Pelos últimos boletins que
acompanhei 
de mortos pela Covid-19, seria mais ou menos a mesma quantidade. 

Em tese - uma cidade dizimada.
Cidadezinha não! Há quem diga que é uma cidade relativamente pequena. Então, 10 mil mortos no Brasil seria um número insignificante? A não ser que dentre estes 10 mil, haja um parente bem próximo de quem tem desconsiderado os números.

Segundo domingo de maio, então, achei oportuno ir até
o caixa eletrônico fazer um depósito.

Quem literalmente #ficaemcasa não sabe se o povo realmente está ou não cumprindo o isolamento.
Aproveitei para observar.


De início pensei estar circulando numa cidade fantasma,
Ruas desertas

por encontrar a avenida principal um tanto vazia. Aos poucos - ou melhor -, 

aos montes, fui me deparando com uma variedade de carros de diferentes cidades e com alguns comércios abertos num entra e sai de clientela. Percorri mais de 2 quilômetros de bike, o que ampliou o leque de situações. Pessoas sem a utilização de máscara circulando despreocupadamente. Não seria nenhuma surpresa saber que famílias se reuniriam para celebrarem suas mães. Portanto, constatei pessoas aglomeradas bebendo e dançando. 

Por fim, na esquina em frente ao posto de combustíveis, o boteco estava lotado, gente dentro bebendo e conversando, sendo que do lado de fora não era diferente.

Onde entra a mãe nessa? 

Uma das primeiras coisas que faço ao acordar é encaminhar mensagem de "Bom dia" a algumas pessoas mais próximas. Tenho por hábito escolher mensagem que faça algum sentido, outras eu mesmo as escrevo (não quer dizer que são sem sentido), foto, texto, tudo tem que fazer sentido,

e eu, sentir e acreditar naquelas palavras! 

E quero que faça sentido para alguém que vá receber.

Bom, e hoje, Dia das Mães!? Acordei sem sentir.
Sem vontade de cumprimentar, mesmo que no automático, as diversas mães queridas alheias.

Contudo, havia uma mensagem que não falava de  mãe, porém, de diamante e perda. Caiu como uma luva.
Para àquele que não sabe, perdi minha mãe há algum tempo. E há poucos, o que seria uma segunda mãe.
Então, encaminhei esta mensagem com um texto escrito por mim embaixo.
 Sem o tal 
"Feliz Dia das Mães"...


Pairava no meu pensamento a luta que se travaria no decorrer do dia por filhos sem poderem visitar suas mães. De outro lado, filhos inconsequentes indo visitar suas progenitoras.
E, filhos sem mães para celebrar.

 Memórias isoladas numa gaveta lá no cérebro enferrujado insistiram em saltar para fora e me coroar com flashes de boas lembranças.
A aparência foi a primeira a se destacar.
 Não era por menos. Minha mãe era vaidosa demais. 
Lindamente vaidosa. Do tipo que já levantava da cama maquiada.

A alegria e o sorriso sincero era outro atrativo nela.
Isso, colei e copie.
Um sorriso não apenas embeleza a face, mas alegra um 
ambiente.
Contagia pessoas.
Espanta a tristeza.
Facilita o enfrentamento das amarguras. 
Eleva a alma a um patamar mais alto.

Master chef na cozinha, sua especialidade era os doces. Não foi à toa que me tornei um formigão. Abóbora com coco, hummm!!!,  pudim de pão dormido, ambrosia, biscoitos de polvilho - que eu ajudava na produção -, mantegal (nossa), só para citar alguns. 
O salgado não era seu forte, nem o meu. Dentre outras coisas eu adorava seus peixes. Mas sua torta, bastante recheada, era de dar água na boca.

Apreciava frutas de todas as espécies. Sua fruteira era composta das de época e as que ela encontrava sem ser
a época. Uma passarinha frutífera.

Pena que ficou presa e perdeu parte de sua vida por um grande período. Sua prisão era a gaiola do amor. No caso, meu pai.
De asas cortadas e psicologicamente prejudicada
 ela se ergueu como a uma fênix e foi a luta.
Batalhadora - me serviu de exemplo. Gratidão!

Sua ira, essa não perdia nada para as mães da minha época. Parece piada, mas acho que ela possuía chinelos com GPS. Suas arremessadas quase sempre eram certeiras.
Vassouras voadoras - Mamis não fazia uso 
de vassoura como transporte, mas muitas vezes vi elas passarem voando. rsrs

IMAGINEI a possibilidade de celebrarmos esse dia junto dela, caso estive viva.
E qual seria o banquete que minha joia rara iria preparar?

Não consegui definir.
Mas tenho certeza que iria agradar a todos. 



Conclui que não tenho motivo para me queixar do isolamento social. Ele ressuscitou boas recordações que há muito tempo

não tocava nelas. 

Eu e minha mãe, Maria de Lourdes, meu tesouro guardado
Que alegria!
Mais um motivo para dar valor ao meu diamante perdido.